sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Anúncios bizarros



Meu camarada Marcelo Mattyi mandou a dica. Você pode ver outros no endereço:
http://www.hbo-br.tv/madmen/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Prêmio Esso 2008. Primeira página: O Dia



Belíssima sacada de Alexandre Freeland, André Hippert, Breno Girafa, Ana Miguez e Luísa Bousada para a matéria "Cientistas brasileiros fazem alerta: mais terremotos vêm aí".

Foto vencedora do Prêmio Esso 2008: "Martírio no presídio", de Clóvis Miranda, da "Crítica", de Manaus



Que belo trabalho! A fotografia mostra um dos detentos no momento em que era removido, depois de ter sido torturado e mutilado. Além de chocante, lembra a imagem de Jesus Cristo sendo retirado da cruz.

O jornal tem futuro. É Murdoch quem garante



A Folha de S. Paulo de hoje publica duas páginas sobre "o jornal no século XXI". Vale a pena conferir.

Antologia do colunismo. FHC e o "sifu" do Lula



Deu hoje no Painel da Folha.

Datena acha que motorista bom é motorista espancado



Deu hoje na coluna "Toda mídia" da Folha. Gente: o que é Datena? Em que época ele vive? Como pode alguém defender a violência e a tortura?

DVD do Paulo Francis no Prêmio Esso




Como faço há alguns anos, fui ontem à festa de entrega do Prêmio Esso. Os jornais vencedores e seus sites já estão divulgando o que aconteceu. Mas adorei ganhar o dvd "Caro Francis", um filme do meu camarada Nelson Hoineff, também professor da FACHA. Vou ver com calma e depois comento.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pulitzer para Jornalismo online

Prêmio de jornalismo Pulitzer permite a participação de jornais online

Sites de notícias poderão se inscrever nas 14 categorias da premiação que aceitava somente jornais impressos.

O Pulitzer, prêmio de jornalismo voltado a jornais, anunciou nesta terça-feira a inclusão de jornais exclusivamente online.

Também será permitida a inscrição de conteúdo totalmente online nas 14 categorias jornalísticas do Pulitzer.

O prêmio recebe materiais de jornais dos Estados Unidos ou de empresas de notícias que publicam ao menos semanalmente e são dedicadas a reportagem e cobertura de notícias. Materiais como gráficos interativos e serão aceitos também.

Em 2006, o Pulitzer começou a aceitar materiais divulgados somente na internet - mas apenas em duas categorias.

Fonte: IDG Now (Pesquei aqui ao lado nas notícias do google)

25 mil visitas em 5 meses. Obrigado, Pessoal!

Juntando os três blogs: o blog do prof, o blog do pc e o blog de crônicas são mais de 100 mil visitas em 5 meses. Tá bom, né? Como diria o síndico: "Um dia eu chego lá!".

Chula é palavrão?

Deu hoje na Folha. Hilário! O "sifu" do Lula continua rendendo.

A plebe rude
CARLOS HEITOR CONY

De certa forma, e uns pelos outros, quase todos os cronistas e colunistas em atividade na mídia nacional comentaram a recente fala do presidente da República, que usou uma expressão classificada de "chula". Resisti até agora, mas quem há de?
De minha modesta parte, não fiquei escandalizado com a expressão em si, mas confesso que até hoje fico ruborizado quando leio ou ouço a palavra "chula". Quando a ouvi pela primeira vez, mais ou menos aos 12 anos, pensei que se tratava de um sinônimo técnico ou erudito para "vagina", órgão feminino que eu conhecia por outros nomes em voga no distante Lins de Vasconcelos, onde nasci e me criei.

Vai daí, achei o uso da palavra "chula" mil vezes pior do que a expressão popular usada por Lula. Além disso, a exposição do cargo que ocupa o obriga a falar todos os dias em diversas ocasiões, nem sempre formais. E a linguagem coloquial nem sempre pode ser evitada. Nunca tivemos um presidente que falasse tanto em público, muitas vezes desnecessariamente.

Nos 20 anos em que exerceu o poder, Getúlio Vargas pouquíssimo falou de improviso. Seu sucessor, o marechal Dutra, era ruim de prosódia e só falava o estritamente necessário, às vezes nem isso.

JK falou muito, FHC também. Somando os dois, não chegam à metade do que Lula já falou -e ainda lhe restam quase dois anos de mandato. Jânio era econômico e castiço demais quando falava qualquer coisa -e até mesmo quando não falava. Tinha obsessões pela colocação dos pronomes.

Em outro cenário político e lingüístico, a expressão usada chocaria a classe média, como chocou alguns comentaristas da mídia. Mas a plebe rude, que engrossa os 70% de aprovação ao presidente, teve mais um motivo para considerar Lula como um dos seus.

As "senhoras" não ligaram o nome à pessoa



Ainda sobre o "caso sifu" (ver post abaixo sobre o blog do Caetano Veloso" e o post acima da crônica do Cony).

Antologia do colunismo. Quem manda tu sê pobre!



Deu hoje na coluna do Ancelmo.

Fotosacana: Lula e o copo



Deu hoje no Globo. A foto é de Roberto Stuckert Filho.

Sobre crônicas, prêmios, pautas, leveza de texto, Joaquins etc



Deu hoje no "Por dentro do Globo".

Venda de diploma. Em suaves parcelas



Pesquei no youtube. Uma criação da Cia. Barbixas do Humor.

Aprenda inglês de uma vez com o "profethor de pronúnthia"



Pura dica. Pesquei hoje na Folha. Arthur é o tal "professor de inglês que usa um método hilário para ensinar a pronúncia correta das palavras a seus alunos".

Tem mais vídeos no youtube.

Serghei, um dos destaques de blog sobre Woodstock, feito por alunos da FACHA



Meus alunos de Documentação, da FACHA, produziram um blog sobre os 40 anos de Woodstock, que serão comemorados em 2009. Um dos destaques é a entrevista com o rockeiro Serguei. Este vídeo é a segunda parte da entrevista. Quem quiser ver o blog e o vídeo na íntegra, é só clicar:
http://bloogstock.blogspot.com/

Lançamento do livro do Joaquim sobre a Leila



Li e recomendo.

O jornal de papel e o twitter

Deu hoje na coluna do Clóvis Rossi, Folha.

Quando o erro é anônimo
CLÓVIS ROSSI

A "Tribune", que edita, entre outros, os jornais "Chicago Tribune" e "Los Angeles Times", está na iminência da bancarrota. Já o "New York Times", que é um pouco sinônimo de grande jornal, vai hipotecar sua sede para obter liqüidez.
São notícias que levarão água para o moinho dos que acreditam que o jornal em papel está condenado à morte -e eventualmente súbita.

Calma. Só parte das dificuldades dessas empresas está de fato vinculada à queda na vendagem e, principalmente, na receita publicitária, fenômeno mais agudo nos Estados Unidos e em países europeus do que nos chamados mercados emergentes, Brasil inclusive.

Mais calma ainda nos festejos pela substituição do papel pelos "blogs", "twitters" e demais bossas da informação on-line ou por telefone. Democratiza mais a informação? Sim. Melhora a sua qualidade? Não necessariamente.

Os "twitters", aquelas mensagens curtas enviadas pelo celular, chegaram a ser celebrados como principal fonte de informação, por exemplo, no caso dos atentados em Mumbai, na Índia.

Agora, a BBC acaba de se desculpar por ter sido descuidada em usar um rumor (que se revelou falso) difundido via "twitter". "Deveríamos ter checado antes e só divulgado depois, se confirmada a informação" (o que não aconteceria), admite o editor Steve Herrmann.

O leitor, se consulta regularmente a internet, sabe que se trata de território livre para boato, informação interessada, lobbies nem sempre honestos nem legítimos, fantasias, teorias malucas ou venenosas etc. etc. etc.

Não que os jornais sejam santos ou perfeitos. Mas, em caso de erro, o leitor sabe a quem reclamar, pois tem o endereço, o telefone, o CNPJ, o e-mail, o ombudsman. Nos "twitters" da vida e seus parentes, o erro é anônimo.
Pior para o leitor.

É "sifu" ou "sifo"? Caetano sacou

Interessante. Está lá no blog do Caetano Veloso
http://www.obraemprogresso.com.br/

SIFU?

"Não me incomoda muito que o presidente da república tenha usado a expressão “sifo” num discurso no Rio. Conheço pessoas que estavam lá e ficaram revoltadas. Dou-lhes razão. Mas não me abalei muito.

Me aborrece mais que todos os jornais do país, ao contar a história, tenham grafado “sifu”. Não entendo a razão. Me parece que assim os jornais mostraram no mínimo tanta vulgaridade quanto Lula.

“Sifu”, assim escrita, é uma palavra oxítona. O “u” final cria o problema. Ele entrou aí porque palavras relativas a sexo são vistas como sujas: não têm história.

O verbo que está abreviado na segunda sílaba da palavra composta não contém a vogal “u”: é “foder”. Mas leio até em livros eruditos “culhão” no lugar de “colhão”, “buceta” no lugar de “boceta” e “fuder” no lugar de “foder”.

“Sifo” é, assim escrita, a palavra paroxítona que o presidente pronunciou - e sua segunda sílaba é a primeira do verbo abreviado. Escrevê-la com um “u” é transformar a primeira página dos jornais brasileiros em parede de banheiro suja de parada de ônibus.

Este sou eu: apesar das incertezas a respeito da origem do uso da palavra “veado” para designar “homossexual do sexo masculino”, me sinto mal quando vejo escrito “viado”. Millôr Fernandes escreveu que quem escreve “veado” está dando provas de que é um. Acho que adoro dar esse tipo de prova, pois só grafo “veado”. Primeiro porque sou adepto da tese de que se está dizendo o nome do animal e não algo derivado de “desviado”. Depois porque, na dúvida, preferiria manter a mesma atitude que exijo em relação a “boceta”, “colhão” e “foder”. Cariocas e baianos não escrevem “chuveu” nem pernambucanos, “cibola”. Não.

“Sifu” é uma indecência oxítona que a imprensa consagrou (...)".

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dica de livro: "Operação Condor - O Seqüestro dos uruguaios - Uma reportagem dos tempos da ditadura", de Luiz Cláudio Cunha




Estou lendo. Volto a falar sobre este livro e seus personagens.

Jornalismo Cultural: os 50 anos da "Ilustrada"

Deu hoje na coluna do ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva

Os dilemas de uma cinqüentona
--------------------------------------------------------------------------------
Ex-editores da Ilustrada refletem sobre como ela deve lidar com o leitor, a cultura, o mercado e a tecnologia e se manter importante na sociedade
--------------------------------------------------------------------------------

A ILUSTRADA faz 50 anos nesta quarta-feira. Perguntei a ex-editores do que ela precisa para ser um ator relevante no debate cultural do país. Abaixo, sínteses das respostas.

PARA MAIORES DE 30
A Ilustrada envelheceu. Continua falando muito bem para os que foram jovens e nela tinham o seu canal de expressão. Conseguiu segurar uma audiência de pessoas com mais de 30 anos. Tem dificuldade em conquistar os mais jovens, menos propensos ao suporte do papel jornal e mais ligados nos meios interativos. (CAIO TÚLIO COSTA, 1981 a 1982)

LEITOR PARTÍCIPE
Precisa ser novidadeira, assertiva e atrevida, atender expectativas, mas saber surpreender e incomodar, dosar serviço com reportagem investigativa e ser campo fértil para idéias novas. Mas isso tudo não bastará. Vai precisar atuar além dos limites do caderno impresso e do próprio endereço pontocom. O novo leitor tem vocação para partícipe.
(MARION STRECKER, 1987 a 1989)

CRÍTICO AO MERCADO
O problema é encontrar denominadores comuns numa confederação de guetos. A saída é ser cada vez mais crítico ao mercado, fugir das armadilhas do deslumbramento, da superficialidade e da ingenuidade, as pragas do jornalismo cultural. O xis da questão é que essa receita custa caro.
(MÁRIO CESAR CARVALHO, 1989 a 1991)

PRAZER DA RUPTURA
Ampliar o repertório da reportagem; recriar-se como rede informativa; submeter as políticas culturais públicas e o marketing da indústria de entretenimento à investigação jornalística; aprimorar os serviços; recompor o valor intelectual e polêmico da crítica; retomar o entusiasmo pelo debate, o gosto da provocação e o prazer das rupturas e das descobertas.
(ALCINO LEITE NETO, 1993 a 1994)

LOCALIZAR O DEBATE
A Ilustrada é filha de período em que o debate cultural era mais coletivo e concentrado em poucos lugares, por onde circulava aparentemente toda a gente envolvida. Isso mudou radicalmente, nos faz desconfiar que nem haja mais linguagem e terreno comum para haver debate. Talvez a tarefa principal seja atar as pontas dispersas.
(BIA ABRAMO, 1994 a 1995)

PINÇAR O ORIGINAL
O número de manifestações culturais só tende a crescer exponencialmente. Cobertura "universal" seria virtualmente impossível. Mesmo assim, a tendência é abraçar essa "cauda longa". O diferencial será a capacidade de pinçar nessa "cauda longa" as manifestações mais originais, capazes de formar, elas mesmas, suas próprias "caudas". Para isso, apostar naquilo que é totalmente inusitado.
(ZECA CAMARGO, 1995)

MÚLTIPLAS OPINIÕES
Se há uma coisa de que eu sinto falta é da multiplicidade de opiniões. No mais das vezes nem é dada a palavra ao artista, mas sim ao crítico, ao colunista, ao articulista, sem que haja tampouco o confronto das idéias. Que seja dada a palavra aos criadores.
(LUIZ CAVERSAN, 1995)

TRIPÉ DE BASE
Análise, interpretação e crítica. A Ilustrada do futuro deveria se basear nesse tripé. A cereja no bolo seriam reportagens exclusivas. E uma medida a ser tomada ontem: jogar fora tabelas e roteiros. Comem papel, cada vez mais caro, e estão mais bem dados no Guia da Folha ou on-line. (SÉRGIO DÁVILA, 1996 a 2000)

ETERNA JUVENTUDE
Como a tendência do leitor de jornal é envelhecer sem se renovar nas mesmas proporções, creio que a vontade de eterna juventude (valorizar o novo pelo novo, sem pôr em xeque sua consistência) pode ter ficado anacrônica. Para satisfazer e manter fiel público mais maduro será necessário esforço mais amplo de aprofundar informação e opinião.
(CÁSSIO STARLING CARLOS, 2004 a 2005)

A FORÇA DA MARCA
Não creio que o principal desafio da Ilustrada seja transformar-se num ator relevante do debate cultural, o que me parece um pleito nostálgico. O desafio é fazer jornalismo qualificado para leitores do século 21, cuja atenção é atraída para uma infinidade de outros veículos.
A Ilustrada deveria aproveitar sua marca forte, com credibilidade, para produzir conteúdo diferenciado para plataformas diversas.
(MARCOS AUGUSTO GONÇALVES, 1986 a 1987 e atual editor desde 2006)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Uma nova função no Jornalismo



Deu no globo.

Serginho Gramático lança livro

O poeta e jornalista Sérgio Gramático Jr. lança hoje, 5 de dezembro, seu terceiro livro, "Eu, a poesia e o vício-versa", a partir das 19h, no Espaço Café Cultural, em Botafogo. A introdução é do professor e mestre em literatura, Ivan Proença. O espaço fica na Rua São Clemente 409.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Estou corrigindo provas. Volto já



Meus amigos: estou "atolado". Cheio de provas pra corrigir. Por isso, tenho vindo pouco. Mas tô ligado! Tomem conta da casa.

A Internet é uma nova babá eletrônica? Ruy Castro

Deu na Folha.

Nova babá eletrônica
RUY CASTRO

Uma dona-de-casa americana, Lori Drew, 49, está sendo acusada de ter inventado um personagem no site MySpace para se corresponder com uma vizinha adolescente, Megan, 13. O trote teve fim trágico. O personagem seria um "rapaz de 16 anos". Depois de se tornar amigo virtual de Megan, o "rapaz" brigou com a garota e disse que o mundo "ficaria melhor sem ela". Megan se matou.

No Rio, outro dia, um homem foi preso ao chantagear uma menina também de 13 anos, de quem se aproximou fazendo passar-se no Orkut por uma colega dela. Confiante na "amiga", a garota deixava-se filmar. O homem adulterou as imagens, transformando-as em pornografia, e transmitiu-as para os colegas da menina quando esta se recusou a se encontrar com ele. Por sorte, ela contou tudo à mãe, que chamou a polícia.

Nos primeiros seis meses do ano, uma ONG que investiga denúncias do gênero flagrou 45.941 páginas com conteúdo de pedofilia no Orkut. Podem ter sido retiradas do ar, mas foram logo substituídas por outras, que, por algum tempo, continuaram ao alcance de qualquer menor armado de um mouse.

No passado, a babá eletrônica era a televisão. Hoje é a internet. Crianças de menos de dez anos passam o dia encafuadas em seus quartos, trocando mensagens e imagens com pessoas que seus pais não conhecem e que podem não ser suas coleguinhas de escola. Ao criar um precoce canal de comunicação com o mundo, a criança começa a correr todos os riscos inerentes.

O lar já não é garantia de proteção. O perigo vem pelo ciberespaço e passa por entre as pernas dos responsáveis (muitos pais nem sabem o que é o Orkut). Existem filtros para tentar controlar esse contágio, mas não seria má idéia se os computadores dos guris ficassem na sala, com as telas à vista dos adultos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Seminário sobre Jornalismo Cultural. Em São Paulo

Deu hoje no caderno "ILustrada" da Folha. Pena que vai ser em Sampa. Ah se eu pudesse ir!

Seminário discute o jornalismo cultural
De amanhã a sexta, Itaú Cultural recebe personalidades ligadas à imprensa de cultura do Brasil e do exterior

O jornalismo cultural e suas formas - das grandes reportagens nos moldes da revista "The New Yorker" aos drops de notícias que proliferam nos blogs - são temas do 2º Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural, no Itaú Cultural, em São Paulo.

Com curadoria de Cassiano Elek Machado, diretor editorial da Cosac Naify, 21 nomes ligados à imprensa de cultura no Brasil e no exterior participam de amanhã a sexta (veja programação ao lado) dos debates que encerram a edição 2007/2008 do Rumos Jornalismo Cultural.

No evento, serão lançados a revista ":singular", produzida por estudantes de jornalismo selecionados pelo programa, e um mapeamento do ensino de jornalismo cultural, realizado por professores. Das questões levantadas nestes dois anos saíram as bases do ciclo.

"São discussões que estão fora do dia-a-dia da escola e que também interessam ao profissional e ao público", afirma Claudiney Ferreira, gerente de diálogos do Itaú Cultural.

Machado buscou reunir personalidades que "pensam e fazem a cultura". "Fiz um roteiro com jornalistas e pessoas de outras áreas. Como estudante, sentia falta de acesso a pessoas que fossem além da seqüência infinita de reflexões sobre a teoria da comunicação", diz.

Entre esses "pensadores e fazedores", estão o sociólogo José de Souza Martins e o historiador Nicolau Sevcenko. Eles abrem o ciclo amanhã, às 17h30, na mesa "O Olhar Cultural", sobre a atuação de nomes de outras áreas do mundo acadêmico na imprensa cultural.

Narrativas longas e formas não-ortodoxas de contar histórias têm destaque em duas mesas. A primeira é "Jornalismo de Fôlego", com o cineasta Eduardo Coutinho, diretor de documentários como "Edifício Master" (2002); o cineasta e jornalista João Moreira Salles, criador da revista "Piauí"; e o jornalista Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha e autor do livro de reportagens-ensaios "Queda Livre - Ensaios de Risco" (Cia. das Letras).

Na outra, "Novo Novo Jornalismo", o peruano Julio Villanueva Chang, da revista "Etiqueta Negra", e o americano Andrew Leland, da "The Believer", debatem a liberdade narrativa como alternativa a um jornalismo que se depara com a realidade da internet.

As mesas "Casos Crônicos" e "Palavras Cruzadas" debatem, respectivamente, as crônicas e a internet. Esta terá participação, por telefone, da cubana Yoani Sánchez, que venceu o prêmio internacional The Bobs com o Generación Y (desdecuba.com/generaciony).

O psicanalista Contardo Calligaris, colunista da Folha, e o antropólogo Roberto DaMatta, de "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", falam, em "Problemas de Coluna", sobre a experiência de pensar reflexões originais sobre questões atuais.

"Erro" denorex. Parece mas não é



Eu também li "ideia" sem acento e tomei um susto. Me amarro nesse "Por dentro do Globo". Vale a pena ler.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Em tempos de Internet, não se pode brincar em serviço

Vocês já viram a revista msg?



Comprei sexta-feira na Rodoviária Novo Rio. É a nova publicação da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e tem textos interessantes (de Aluízio Maranhão, Eugênio Bucci, Carlos Eduardo Lins da Silva, Junia Nogueira de Sá e outros). O tema de capa é "a espetacularização da mídia". Vale a pena conferir.