quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Roberto Carlos e a "Melô da Abolição"


Uma das maneiras que sempre encontrei para não me desligar totalmente do dia-a-dia dos jornais é passar notinhas e pautas para os amigos colunistas e editores. Quando a nota ou matéria é publicada, curto como se fosse minha. Nunca vou perder o tesão pela profissão. A nota acima saiu hoje na coluna "Gente Boa", do Joaquim Ferreira dos Santos, no Globo, e foi passada por mim.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Realidade Re-Vista, o livro

Gosto muito da maioria dos meus alunos. Mas tem horas que alguns me irritam. Já há alguns anos (antes de virar moda) que dou como tarefa de VA a produção de blogs. Já fizemos blogs de temas diversos - Beatles, Noel Rosa, revista da GoodYear, Jornal da República, revista Senhor e bota etc nisso. Há dois ou três semestres sugeri a revista Realidade como tema. A maioria da turma não se animou e o grupo desistiu. Teve gente que acho o tema "CHATO". É mole?

Um pequeno grupo gostou da ideia e criou o blog Virou Realidade. Valeu o esforço, mas não ficou do jeito que eu queria.

Agora há pouco li na Folha de S. Paulo que vai ser lançado um novo livro sobre a revista. Vou comprar. Para quem não achar "CHATO" ler sobre a maior revista brasileira de todos os tempos, sugiro uma espiadinha na matéria abaixo.



CRÍTICA COLETÂNEA 

"Realidade Re-Vista" traz jornalismo audaz

Volume reúne reportagens históricas da publicação que marcou a imprensa brasileira no final dos anos 1960 

CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
DE SÃO PAULO 

Talvez só tivesse sido possível realizar no Brasil um projeto jornalístico tão audacioso e bem-sucedido como o da revista "Realidade" na década de 60: 1966. 
Muitas e raras condições para uma "tempestade perfeita" se juntaram: um grupo de jornalistas de extraordinário talento, um público ansioso por insumos intelectuais que lhe permitissem compreender os fenômenos da sua época plena de transformações de toda espécie, um mercado que comportava iniciativas arrojadas, uma empresa jornalística com saúde financeira e disposta a correr riscos. 
O fato é que não houve antes e provavelmente nunca haverá nada parecido. 
Isso explica o fascínio que "Realidade" provoca até em pessoas que nem eram nascidas quando ela deixou de existir, 42 anos atrás (uma sucessora homônima a sucedeu até 1976 sem lhe chegar aos pés), mais ainda nas que esperavam ansiosamente uma vez por mês o dia em que ela chegava às bancas, sempre instigante, inteligente, surpreendente. 

DESTAQUE CULTURAL
Dois veteranos daquela aventura, José Carlos Marão e José Hamilton Ribeiro, resolveram, com o editor José Luiz Tahan, revivê-la um pouco na forma de livro. 
Escolheram e colocaram juntas algumas das reportagens que a revista publicou. E produziram comentários e textos atuais sobre elas e sobre o grande projeto. 
Num deles, Marão enfatiza que, ao contrário da mitologia criada, não foi na política, mas na área da cultura, que "Realidade" foi de fato grandiosa no seu conteúdo. 
A identidade entre leitores e revista era intensa porque ela os ajudava a compreender as perplexidades que pílula anticoncepcional, liberação feminina, conquista do espaço, igualdade racial, urbanização acelerada, transplantes cardíacos, teologia da libertação lhes causavam. 
Por ser mensal, o que muitos consideravam loucura, sua pauta tinha de se livrar do cotidiano imediato, no que ela radicalizou, tendo feito algumas edições especiais que poderiam ter a perenidade de um livro (como o relançamento de uma sobre a mulher brasileira em 1967). 
Por ser do tempo em que era proibido proibir, seus repórteres tinham a liberdade de escrever como quisessem e, como eram muito bons, souberam tirar pleno proveito dessa liberdade, para total desfrute da audiência. 
"Realidade Re-Vista" leva os leitores para aquela época (de volta, no caso dos mais velhos, talvez pela primeira vez, no dos jovens) com os textos históricos e os que reconstituem a história. José Hamilton Ribeiro tem a minúcia de contar que filmes estavam em cartaz em abril de 1966, as cotações do dólar, os comentários de senhoras mineiras à coleção de Pierre Cardin em que as saias curtas preponderavam. 
Essa viagem ao passado vale a pena ser feita. Inclusive para entender melhor o presente e vislumbrar o futuro com mais nitidez. 

REALIDADE RE-VISTA 

AUTORES José Hamilton Ribeiro e José Carlos Marão 
EDITORA Realejo 
QUANTO R$ 70 (436 págs.) 
AVALIAÇÃO ótimo 
LANÇAMENTO segunda, dia 20/12, no Posto 6, às 19h (rua Aspicuelta, 646; tel. 0/xx/11/3812-4342).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Livro sobre Webjornalismo de Magaly Prado



Não li - ainda - e gostei. Vou encomendar. Não conheço pessoalmente a Magaly, mas tenho - e li -  todos os livros da coleção da Editora Saraiva sobre Jornalismo que ela organizou. Como já disse aqui, sou professor de Jornalismo e não de Filosofia. Por isso leio todos os livros que falam de Jornalismo. Principalmente os mais recentes. Não é fácil encontrar este livro. Vou encomendar o meu pela internet. Se quiser saber o preço e onde comprar, clique aqui.

Antologia do Colunismo: tem pente aí?

Deu na coluna do Ancelmo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Wikileaks e a Velha Mídia

Acho que essa é a primeira vez reproduzo um editorial. Ainda mais do Globo! Mas esse é interessante. Saiu hoje. Para ler é só passar a mãozinha.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Professor é assim. Assim como?

Chego em um dos laboratórios da faculdade para dar prova, e o rapaz da informática olha pra mim e diz:

"Professor é assim".

Olho pra minha roupa, passo a mão no cabelo, ajeito a barba e confiro se não pisei em nada que não deveria pisar.

"Assim como?".

Ele fica meio sem graça e explica:

"É que a moça entrou na sala e tinha uma pessoa sentada na cadeira do professor. Era um aluno. Disse pra ela que professor é assim. Que nem você".

"Mas assim como?", insisti.

"Assim. Com ar de sabedoria, de inteligência..."

"Ah, bom!".

Lugar de repórter AINDA é na rua, o livro

Não li - AINDA - e gostei. Acabo de encomendar. Leitura imperdível para estudantes de Jornalismo nessa era em que o MEC acha que professor bom é professor com pós-graduação (mesmo que nunca tenha entrado numa redação de jornal) e que repórteres acham que matéria boa é apurada por telefone ou internet.

Peixe urbano - e saliente

Deu hoje na coluna "Gente boa", do Joaquim Ferreira dos Santos, no Globo.

A liberdade de imprensa, segundo Carlos Eduardo Novaes

Deu hoje no JB 100% digital. Novaes foi minha referência nos meus tempos de estudante de Comunicação. Tinha um outro estilo de texto. Mas continua bom. Para ler é só passar a mãozinha.