terça-feira, 30 de setembro de 2008

Uma boa dica para blogueiros, jornalistas e professores: "A blogosfera", por Nelson Vasconcelos



Deu hoje no Globo. Imperdível. Para ler, é só passar a mãozinha.

Novo acordo ortográfico. Principais mudanças no Brasil



A Folha de S. Paulo publica bela matéria hoje. Para ler é só passar a mãozinha.

Novo acordo ortográfico. A favor X Contra




Deu hoje na Folha de S. Paulo. Vale a pena ler. É só passar a mãozinha.

Palestra de Marcos Eduardo Neves na FACHA



Marcos Eduardo Neves, meu ex-aluno (dos bons) e autor das biografias de Heleno de Freitas, Renato Gaúcho e Roberto Medina, fez palestra hoje de manhã para os meus alunos de Técnica de Reportagem. Hoje à noite, Marquinhos repete o papo para outro grupo de alunos.

Quem lê tanta notícia? Edredon dos sem-teto!



Deu no bluebus:

"O edredon e os travesseiros das fotos são uma versao mais confortável do papelão usado pelos sem-teto para se cobrir quando dormem na rua. Antes que pareça brincadeira de mau gosto, saiba - trata-se do projeto Le Clochard Quilt Cover, que tem como objetivo ajudar os sem-teto da Holanda. Com a venda dos produtos, o projeto espera poder financiar orientaçao vocacional e educação para os jovens que dormem nas ruas. A capa do edredon custa de USD 73 a 117, enquanto as fronhas para travesseiro (2 unidades) custam USD 22".

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

O que político não faz pra aparecer. Até andar de ônibus!



"Sem jeito" mandou lembranças pros 3.

Deu na Folha.

Nunca houve uma mulher como Elis Regina: "Atrás da porta"



Essa é pra ouvir ajoelhado. Que interpretação! Pour Elise. Por Elis.

Agora é boa noite mesmo. Quase bom dia.

Eu nunca pensei que fosse conseguir isso no Youtube: "Memória livre de Leila Diniz",Taiguara e Cláudia





Que letra! Que música! Que Leila! Viva Taiguara!

E tudo porque agora há pouco foi sábado. Boa noite.

Eu nunca pensei que fosse conseguir isso no Youtube: "Universo no teu corpo" e "Que as crianças cantem livres", Taiguara





Esse cara cantava o amor e a política. Foi perseguido pela ditadura militar.

Eu nunca pensei que fosse conseguir isso no Youtube: "Hitch it to the horse", The Fantastic Johnny C



Soul da pesada. Vale a pena ouvir. Não tem imagens da figura.

Eu nunca pensei que fosse conseguir isso no Youtube: "Hurtin inside", Dave Clark Five



E tudo porque hoje é sábado.

Eu nunca pensei que fosse conseguir isso no Youtube: The Shakers





Esses caras eram argentinos. Da época dos Beatles. As gravações não são boas. Mas valem pelo valor histórico. E tudo porque hoje é sábado.

sábado, 27 de setembro de 2008

Como você usa o google?

"O Globo vai além do papel. E o papel do jornal?", Alberto Dines

Bela crítica de mestre Alberto Dines no Observatório da Imprensa.

O Globo vai além do papel. E o papel do jornal?
Alberto Dines

Apoiada numa portentosa campanha publicitária, as Organizações Globo relançaram no domingo (21/9) a Infoglobo, empresa que editará o jornalão carioca, seu site, o noticiário via celular e, posteriormente, a CBN e a GloboNews, ambas com projetos multimeios em andamento.

Batizado pela agência F/Nazca Saatchi&Saatchi com um sugestivo apelo – "Muito além do papel de um jornal" – o projeto pretende fornecer informações para o jornal, o site e as operadoras de telefonia móvel. Além do investimento publicitário e a promessa de iniciar imediatamente a transmissão de notícias pelo celular, o projeto não tem novidade.

Todos os grandes grupos de mídia desenvolvem seus esquemas de interatividade. Sobretudo os que se assumiram como parte da "indústria jornalística" e abriram mão da sua função institucional dentro da sociedade democrática.

A filosofia do projeto está expressa com excepcional clareza no material publicitário:

"Hoje a informação precisa estar onde você quiser. Aprofundada. Analisada. Comentada. Por nós. Por seu vizinho. Por você. Por isso, um jornal tem que estar no papel. Na tela. Na sua mão. Tem que estar na cidade. No país. No planeta. On line. On time. Full time".

Isto posto, às indagações: o papel de um jornal seria o meio físico, material, onde está impresso ou está sendo usado como sinônimo de função/compromisso social? Ir "além do papel" traduz uma opção de marketing ou tem algum sentido institucional?

Descendo ao nível técnico: como aprofundar e analisar notícias através do telefone celular? Se os portais dos três jornalões na internet não conseguem aprofundar as matérias saídas no veículo impresso, como esperar que consigam fazê-lo com flashes de algumas linhas na telinha do telefone de bolso?
Cortar custos

A promessa de fornecimento full time também soa enganosa: os mesmos portais sequer conseguem oferecer um serviço noticioso razoável no intervalo entre o fechamento do jornal-matriz (cerca das 22 horas) até a hora em que chega aos leitores (8 da manhã).

Para cumprir as promessas do projeto "Muito Além do Papel de um Jornal" é indispensável investir em jornalismo e jornalistas. Indispensável adotar voluntariamente posturas capazes de restabelecer a credibilidade da imprensa.

Para transformar em pílulas as análises políticas ou econômicas que o leitor espera do seu informador será necessário contratar redatores qualificados capazes de fazer a "compressão" do texto sem a supressão de idéias ou dados.

Investimento em qualidade jornalística é a última coisa que os grandes grupos pretendem fazer. Há 20 anos perseguem, irmanados, um único objetivo: cortar custos, ainda que diminuindo a qualidade.

Os projetos de interatividade no Brasil visam apenas à rentabilização do investimento na redação: sai mais barato contratar um jovem profissional disposto a fazer três versões da mesma notícia do que admitir um jornalista experiente capaz de oferecer um material jornalístico de qualidade, ainda que em formato único.

Idéia abandonada

Estamos diante da reedição da mesma bolha que no fim dos anos 1990 foi soprada pela mídia, certa de que seria a maior beneficiária das novas tecnologias da informação. Estourou antes de encher. Agora a mídia aposta todas as fichas na "interatividade", a mesma coisa com outro nome.

Os grandes grupos midiáticos americanos estão desnorteados – como aliás o país inteiro – e ainda não fizeram as contas nem avaliariam o rombo produzido pela bolha hipotecária que não conseguiram abortar há cerca de dois anos. Não estiveram à altura do seu papel como defensores do interesse público e não sabem o que dizer.

Seus parceiros brasileiros são mais felizes: enquanto o governo diverte-se com o pré-sal, podem divertir-se com novidades e modismos. "Muito além do papel de um jornal" é apenas uma frase de efeito, sem qualquer sentido. Nada acrescenta a uma imprensa que não compete, não disputa e que há muito abandonou a idéia de apostar em excelência jornalística.

De qualquer forma este observador agradece, penhorado, a engenhosa paráfrase do título do seu livro, O Papel do Jornal (1974, Summus, 8ª edição).

"Jornalistas e sua formação", por Eugênio Bucci

Belo artigo do Eugênio Bucci republicado no "Observatório da Imprensa". Vale a pena ler.

Jornalistas e sua formação
Por Eugênio Bucci
(Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 25/09/08)

Na quarta-feira da semana passada houve um ato público na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Está no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo: "Mais de duzentas pessoas, entre dirigentes sindicais, profissionais, professores e estudantes de jornalismo de todo o País, participaram hoje (17/9), em Brasília, de um ato público em defesa da formação específica em jornalismo e da regulamentação profissional da categoria." Segundo a nota, a intenção dos manifestantes foi "sensibilizar os ministros (do Supremo Tribunal Federal) que devem julgar, ainda este ano, o recurso extraordinário (RE/511961), ação que questiona a constitucionalidade da legislação que regulamenta a profissão no Brasil".

Embora a imprensa fale pouco do tema, é grande a expectativa em torno do julgamento. Trata-se de saber se a exigência do diploma de jornalista para os que trabalham na imprensa impõe ou não uma barreira ao direito de livre expressão, assegurado na Constituição. Por que só diplomados em Jornalismo podem ser empregados em jornais? Quanto a isso, o País espera a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Mas o debate não fica só aí. Há outras frentes em que os destinos da profissão de jornalista estão em jogo. Citemos duas. No âmbito do Ministério do Trabalho, um grupo de trabalho pretende redigir um projeto para a regulamentação da atividade. A segunda frente está no Ministério da Educação.

Recentemente, o ministro Fernando Haddad lançou a idéia de constituir uma comissão para discutir as diretrizes da formação dos cursos de Jornalismo, identificando e delimitando com maior clareza os conhecimentos práticos e teóricos que precisam ser dominados pelos que concluem a graduação. A partir daí, o ministro espera abrir uma nova possibilidade para a formação de jornalistas, sem prejuízo dos cursos que já existem: "A comissão fará uma análise das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma" (Folha de S.Paulo, 17/9/2008).

Desde logo, fica bem claro que essa discussão não se confunde com a outra, sobre exigência - ou não - de diploma para que alguém seja empregado na área, o que é assunto para o Ministério do Trabalho. Ela cuida especificamente das diretrizes da formação. Sua pauta é educacional, não trabalhista. Seu objetivo é estudar a possibilidade de que gente como cientistas sociais ou economistas, por exemplo, possa, por meio de um curso mais breve, algo em torno de dois anos, habilitar-se a ter um emprego regular em veículos de informação. A iniciativa, como se vê, não ameaça nem reforça a exigência do diploma.

Ainda sobre exigência do diploma, é bom que se saiba que, na prática, ela ajudou a elevar o padrão da profissão no Brasil.

Pesa contra ela, no entanto, o fato de ter sido imposta pela ditadura militar (o decreto-lei é de 1969) e, agora, surge com força essa alegação de que ela agride princípios constitucionais, dúvida que só pode ser dirimida pelo Supremo. De todo modo, não é aí, nessa formalidade abraçada por interesses corporativos, que se encontra o âmago do debate. O que deve falar mais alto, nessa matéria, não é a defesa sindical de uma categoria, mas o direito à informação, de que todo cidadão é titular. Essa é a pedra de toque. O que se deve buscar não é o conforto dos que hoje estão empregados, mas o melhor sistema para assegurar qualidade à mediação do debate público.

Por isso é que se pode afirmar: o ponto dramático repousa sobre a qualidade das faculdades. Onde elas são boas, seus formandos têm lugar no mercado. Mesmo em países que não dispõem de nenhuma obrigatoriedade de diploma, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França e outros, nota-se a preferência dos empregadores por jovens que tenham cursado uma boa escola de Jornalismo. Aí, as faculdades adquiriram autoridade não em função de uma reserva de mercado, mas pela capacitação que são capazes de aportar aos estudantes. E no Brasil? O que seria das faculdades se elas não estivessem protegidas pela reserva de mercado? Elas sobreviveriam como estão? Ou seriam forçadas dramaticamente a se aperfeiçoar? Se seriam obrigadas a se aperfeiçoar, por que não cuidar disso desde já?

Que ninguém se iluda: boas faculdades são fundamentais. Elas não são dispensáveis, como alguns ainda tentam fazer crer. A presunção de que o jornalismo é um "ofício que se aprende na prática" é tão ingênua quanto despreparada.

Contra isso se levantou, desde o final do século 19, Joseph Pulitzer. De magnata da mídia americana, ele se projetou como o principal inspirador do Curso de Jornalismo da Universidade de Colúmbia, que só começaria a funcionar em 1912, um ano após a sua morte. Contra o comodismo de seus contemporâneos, que viam na criação da escola uma perda de tempo, Pulitzer afirmava que era necessário transformar aquilo que não passava de um ofício numa profissão nobre. E acertou. Seu texto em defesa da escola de Colúmbia, lançado em 1904, resiste como um pequeno clássico (The School of Journalism, Seattle: Inkling Books, 2006). Deveria ser lido pelos adeptos da tese de que "jornalismo se aprende na prática".

Qualquer um de nós, quando vai ao médico, ao advogado ou ao dentista, procura profissionais com bons currículos acadêmicos e científicos. Mas, quando se trata de servir informação ao público, imaginamos que um prático, sem formação, pode dar conta do recado. Não pode - ou não pode mais, a não ser excepcionalmente. A porta para o futuro, também nesse caso, está na qualificação dos profissionais. Com diploma ou sem diploma, é da qualificação que dependerá a consistência e a fecundidade do nosso debate público.

"A reportagem morreu? Viva a reportagem!", Ricardo Kotscho

Fiquei três dias sem computador em casa. "Que loucura!", como diria a "gênia" da Comunicação, Narcisa, que também deve achar graça do que não é espelho. Passei todos esses dias olhando pro monitor e cantando aquela sucesso da Adriana Calcanhoto: "Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, Sou eu assim sem você Circo sem palhaço, Namoro sem amasso, Sou eu assim sem você...". Agora, meu computer, em vez de entrar direto no meu blog, está entrando na página do IG. E leiam abaixo a "pérola" que está rolando na coluna do mestre Ricardo Kotscho. Nem li ainda (vou ler depois do café), mas gostei. Ricardo, que foi assessor do Lula em campanha e na presidência, é um dos maiores repórteres brasileiros. Tive a sorte de ir a esse debate na PUC. Que aula! Duas feras!

A reportagem morreu? Viva a reportagem!
Ricardo Kotscho

Trinta anos atrás, em tempos ainda de ditadura militar, José Hamilton Ribeiro, o maior repórter brasileiro, em atividade faz mais de meio século, e eu, fomos ao Rio (de carro, lembro-me bem) para participar de um debate no auditório da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Moderado pelo Alberto Dines, o debate tinha por tema uma pergunta: “A reportagem está morrendo?”.

Ano passado, participei de outro debate, na PUC do Rio, com o mesmo Zé Hamilton. Desta vez, o moderador fui eu, e o tema era, acreditem se quiser: “A reportagem está morrendo?”.

Como o Zé manca de uma perna, que perdeu na explosão de uma mina na cobertura da guerra do Vietnã, e eu da outra, depois de quebrar o joelho num tombo besta, ele fez a brincadeira de sempre:

“Se a reportagem está morrendo, eu não sei, mas nós continuamos sobrevivendo disso. O jornalismo só não faz bem pras pernas...”.

“Nem pros cabelos...”, acrescentei, apontando para a minha vasta careca, como se fosse preciso.

Na última terça-feira, lembrei destas e outras histórias, em novo encontro para discutir os rumos da reportagem, no lotado auditório da Faculdade Metodista do ABC, que tinha muita gente sentada no chão até o final do debate, mais de dez horas da noite.

Desta vez, estava a meu lado o fotógrafo Hélio Campos Mello, parceiro de muitas reportagens em jornais e revistas, agora “publisher” da “Brasileiros” (ver site aqui no iG), a revista onde escrevo desde o primeiro número, lançado no ano passado.

É uma batalha chegar a São Bernardo do Campo com o cada vez mais infernal trânsito de final de tarde naquela região. Já fui na Metodista inúmeras outras vezes e, para falar a verdade, ando cansado de repetir sempre as mesmas histórias sobre reportagens que fiz ao longo destes mais de 40 anos.

Mas, quando vejo o entusiasmo desta moçada ao falar do assunto, fico parecendo um deles, lembrando de mil histórias, a todo momento atropelando meu velho amigo fotógrafo.

Que estranho fascínio este ofício de repórter desperta na moçada dos cursos de Jornalismo, que é o mais disputado atualmente nos vestibulares?

Todo mundo sabe que o salário em geral não é dos melhores, que é difícil começar nesta profissão, que você tem que se dedicar full-time ao trabalho, e acaba esquecendo a família e a vida pessoal, que é uma luta para fazer e publicar reportagens hoje em dia, nestes tempos de jornalismo fast-food, mas eles insistem. Ainda bem...

Quando conto para eles que chegava a ficar um, dois e até três meses me dedicando a uma única reportagem, para contar uma história completa, com começo meio e fim, eles ficam com inveja ou não acreditam no que estou falando.

Porque, hoje, é normal você ter que escrever três matérias por dia (hoje mesmo, no meu blog, o “Balaio do Kotscho”, também aqui no iG, acho que já postei uma meia dúzia).

Voltando para casa pela velha via Anchieta de tantas lembranças, desde que me tornei uma espécie de correspondente de guerra nas greves metalúrgicas do ABC, no final dos anos 70 do século passado, fiquei pensando como, apesar de tudo, valeu - e vale - muito a pena ter escolhido este ofício. Até porque, não sei fazer outra coisa...

Ainda bem que tem uma juventude animada para continuar contando estas histórias do povo brasileiro em forma de reportagem - a essência e a alma do melhor jornalismo.

A reportagem andou mesmo perigando nas páginas da nossa imprensa de papel nestes últimos 30 anos, mas acho que nunca esteve tão viva como agora, com novas e velhas publicações abrindo espaço para este gênero que jornalistas como José Hamilton Ribeiro transformaram em arte, desde os tempos da velha revista “Realidade”, um marco histórico na imprensa brasileira.

Vai ver que é daí que vem esta paixão, que não acaba, dos nossos jovens estudantes de jornalismo - são milhares deles pelo Brasil afora - pela vida de repórter.

domingo, 21 de setembro de 2008

O ombudsman e as cartas. De novo!



Como meus milhões de leitores, digo, bilhões (quase esqueço dos chineses), sabem, leio sempre as seções de cartas. E concordo com o ombudsman (todos, aliás). Enche o saco ler cartas de autoridades e assessores.

Água mole em pedra dura...
Carlos Eduardo Lins da Silva

FAZ 18 anos, nove meses e três semanas que esta coluna tratou pela primeira vez da seção "Painel do Leitor". Seu titular era o primeiro ombudsman da Folha, Caio Túlio Costa. O tema apareceu 31 vezes nesta página. A mais recente, já no meu mandato, em 13 de julho deste ano.

Todos os ombudsmans defenderam que o espaço da seção de cartas do leitor não fosse ocupado por personagens da notícia ou seus assessores. A demanda é uma das mais freqüentes que lhe chegam.

Diversas sugestões foram feitas para resolver o problema: aumentar a seção, criar uma só para contestações ou direito de resposta, incluir o "outro lado" nas páginas do noticiário, seguir o modelo do "Washington Post", que aos sábados dá uma página inteira de cartas do leitor.

A Redação tem permanecido impermeável a essa chuva de apelos. Responde sempre que "as autoridades também são leitores", que é "democrática" a divisão do espaço entre "especialistas e anônimos".

Não concordo. Nem aceito nenhuma das justificativas dadas aos nove jornalistas que ocuparam este cargo. Não é nada democrático que pessoas que já têm ampla possibilidade de expressar sua opinião tomem um dos poucos espaços dos que a têm muito limitada.

Ainda mais porque o limite de tamanho imposto às cartas dos comuns não se aplica aos célebres. Sem contar que quase sempre a carta do famoso recebe tréplica da Redação, o que diminui mais a área do leitor.

Bernardo Ajzemberg, ombudsman entre 2001 e 2004, apontou com razão que um dos motivos por que o jornal publica tantas contestações de pessoas noticiadas é provavelmente a falta de aplicação de seus repórteres no cumprimento da obrigação de ouvir devidamente o outro lado.

Assim, o leitor é punido duplamente: não tem os dois lados da história no dia em que ela sai e tem encurtada a chance de ver sua opinião publicada no jornal. Também a autoridade sai perdendo porque para ela é muito melhor ter sua versão ao lado da que contesta.

As cartas ao editor são uma tradição da imprensa ocidental. Na Inglaterra do século 19, elas amplificavam a voz dos que só podiam se expressar ao público no Speaker's Corner do Hyde Park. Nos EUA, o intelectual e escritor E. B. White dizia, em 1950, que "o privilégio de escrever ao editor é básico" e que as cartas de leitor são "o prato quente do cardápio de pratos feitos da América".

Nos tempos de blogosfera, seções de cartas de leitores em jornais impressos são oásis de boa educação, civilidade e respeito na expressão de pontos de vista discordantes. Deveriam ser ampliadas.


A Folha é, entre os três grandes da imprensa brasileira, o que menos cartas de leitores publica em média, como constatou o ombudsman Marcelo Beraba em 2005, e continua.

Criou um aditamento eletrônico, que dobra o número de cartas aceitas (www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/), mas não satisfaz a maioria absoluta dos leitores.

Foi por causa desse pleito até agora não atendido, que meu antecessor imediato, Mário Magalhães, recebeu mensagem que dizia: "o ombudsman é como peito de homem, não serve para nada".

Eu pretendo continuar com o tema em pauta para ver se o título desta coluna vai terminar com "... tanto bate até que fura" ou com "... tanto bate até que seca".

"As Certinhas do blog": Denise Dummont




Uma nova "coluna" no blog do professor pc, em homenagem ao mestre Sérgio Porto, Stanislaw Ponte Preta: "As Certinhas do blog". Para começar: Denise Dummont. A atriz, que continua linda, hoje mora em Nova Iorque. Vai lançar um filme no Brasil sobre o seu pai, Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga, e criador de "Asa Branca", entre outras. O nome do filme: "O homem que engarrafava nuvens". A matéria está hoje na revista "serafina", da Folha de S. Paulo.

Quase 10 mil visitas. Valeu, pessoal!

"É devagar, devagarinho", como diria Martinho da Vila. Ou "devagar se vai bem longe, devagar eu chego lá". Obrigado pelas visitas e comentários.

Como diria Milton Coelho da Graça: "Os poderosos também erram". O blog errou





Publiquei em abril um post criticando o editor da revista Imprensa por "desatenção" (ver acima). Ontem, sábado, recebi um gentil comentário do editor Rodrigo Manzano. Ele tem razão. O editor do blog entendeu errado. Fica a lição para todos nós. Costumo dizer aos meus alunos que "jornalista não pode errar". Mas, como diria o filósofo Bambam: "Faz parte".

Quer ler? Já sabe, né? É só passar a mãozinha.

Nova campanha do Globo: "Muito além do papel de um jornal"



http://oglobo.globo.com/exclusivo/info/

Pesquei no blog "Repórter de Crime" (http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/), do meu amigo Jorge Antônio Barros. Cheio de novidades! A campanha vai ao ar hoje no "Fantástico". Linda, por sinal.

sábado, 20 de setembro de 2008

E tudo porque hoje é sábado! Nunca houve uma cantora como Elis Regina



É só ela. Pra que mais? "Se eu quiser falar com Deus".

E tudo porque hoje é sábado! O bêbado e a equilibrista, Elis Regina



Apenas uma palavra: DEUSA.

E tudo porque hoje é sábado! Fascinação, Elis Regina



Nunca houve uma cantora como Elis Regina. Fui de ônibus à São Paulo, dormi na Rodoviária, só para ver "Falso Brilhante". Alguém comentou no youtube: "Ela não era humana!". É. Pode ser.

"O primeiro jornal", Elis Regina



Adoro essa musiquinha. Vi esse show. Lindo.
E tudo porque hoje é sábado!

Livro conta a história do Jornal do Commercio




Deu hoje no caderno "Idéias" do JB. Parece ser um livro interessante - especialmente para pesquisadores. Cícero Sandroni sabe das coisas. Se quiser ler, já sabe, né? É só passar a mãozinha.

Lide "maneiro"



Belo lide do repórter Paulo Carvalho, do Extra, na matéria sobre a namorada do MC Cain. A matéria está boa de ler.

E por falar em Stanislaw: "As certinhas do Lalau"



A foto ilustra a matéria publicada hoje no caderno "Idéias" do JB sobre Stanislaw Ponte Preta (ver post abaixo). A partir de hoje, faço, humildemente, uma homenagem ao Stanislaw publicando as fotos de algumas "Certinhas do Lalau". Algumas eram "vedetes" (me amarro nesse nome). Carmen Verônica, que brilhou há alguns anos numa novela da Globo, era uma "uva", um "broto".

Novo livro sobre Sérgio Porto, o "Stanislaw Ponte Preta"



Deu hoje no caderno "Idéias" do JB. Também me assustei ao ler a resenha do Alvaro Costa e Silva: ""Ao longo do texto são freqüentes as notas de rodapé...". O livro nasceu de uma dissertação de mestrado. Morro de medo de textos acadêmicos sobre pessoas populares, mas esse parece interessante. E sou fã do Sérgio Porto desde criancinha. Li a biografia que o Renato Sérgio escreveu sobre ele.

Quer ler? Já sabe, né? É só passar a mãozinha.

Maurício Menezes virou "dondoca" de coluna "social!



Estava à toa na vida lendo a coluna de TV do Globo quando "deparei-me" (eita língua!) com uma foto do meu camarada Maurício Menezes segurando um careca. Alô alô Bruno: fica de olho no seu pai! Lá no Grajaú isso tem nome.

A namorada do Mc Cain. Furo do Extra



Tá no Extra, tá no Globo. Vou ler. Os "puristas" vão achar uma bobagem. É claro que é notícia. Desde que eu soube que o Mc Cain tinha uma namorada no Brasil, fiquei curioso. Mas o blog vota no Obama.

Jornal do Commercio e Stanislaw Ponte Preta no JB




Torço pelo JB que está aí, mas nem sempre leio. Sempre que posso, dou uma navegada na Internet para ver o que "tem dentro". Hoje eu vou comprar. O caderno "Idéias" publica matéria do interesse de jornalistas, professores e estudantes de Jornalismo. E custa apenas 1 real. Me amarro no (Sérgio Porto) Stanislaw Ponte Preta (li quase tudo dele) e tenho curiosidade em aprender alguma coisa sobre o Jornal do Commercio. E se o trabalho é do Cícero Sandroni, com certeza é coisa boa e vale a pena.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Por dentro do google



Deu hoje na coluna "Por dentro do Globo". A matéria sai segunda na "Revista Digital". Imperdível. Esse CAT sabe tudo de Informática. E o google é o google.

Isso é o que dá sacanear professor no Orkut! Em Rondônia



Nã vou nem comentar. Vai que processam os meus pais! E os dois não estão mais aqui pra pagar a conta. Deu hoje na Folha.

Lembranças ao Tom!



O que é Narcisa Tamborindegui? Uma dondoca deslumbrada? Uma mala sem alça? As duas coisas e muito mais? Dizer onde ela estudou queima o filme da faculdade. Fazer o quê? A nota, publicada ontem na coluna do Xexéo, mostra bem o que é a figura.

Quer ler? Nem precisa passar a mãozinha.

Como é que o redator soube que o homem está cabisbaixo?



Deu na Folha. Quem disse que o homem está cabisbaixo? Ele podia estar rindo de alguma piada. A foto, de Spencer Platt (Getty Images) é lírica. O jornal debaixo do braço compõe a imagem.

Fenômeno treinou, pô!



Deu na Folha. "Ronaldo treina ONTEM"!. Acorda, pessoal!

Blog do professor pc recomenda: livro "Os segredos das redações"



Já encomendei. Parece ser um livro interessante. Depois comento. A sinopse, publicada no Submarino:

"Pronto. O sonho finalmente tem chances de virar realidade. O primeiro trabalho em uma redação. E agora? O que esperar? Como são os colegas? Chefe? Entrevistados? O que fazer? Como se portar? E, principalmente, como conseguir ser um bom repórter? Em Os Segredos das Redações, o jornalista saberá como é o dia-a-dia do ofício que escolheu seguir. Visitará os bastidores de uma das profissões mais romantizadas do planeta. Em um livro ousado, Leandro Fortes evita dizer como a profissão deveria ser. Ele conta como ela é. E isso inclui dizer que "há regras obscuras dentro das redações, muitas delas ditadas por chefes sem escrúpulos, puxa-sacos subservientes e sem caráter". E ainda que "o jornalismo é uma profissão apaixonante, viciante e corajosa, cheia de boas conseqüências para a sociedade, mas repleta de alminhas pequenas abertas ao suborno e ao achaque". Obra imperdível para jornalistas e estudantes de comunicação".

"Fut", a nova revista do Lance. Nas bancas. Messi na capa



Disseram que só ia sair no sábado, mas saiu hoje. Comprei agora há pouco numa banca de jornal em Botafogo. Não li ainda. Dei uma espiadinha. Bela capa, boa diagramação. Vida longa! É bom para o mercado. Achei o preço salgado: R$ 8,90. Os flamenguistas não vão poder ler. Só a ala dos "mauricinhos" do Leblon.

Jornal Laboratório nas "bancas"



O Jornal Laboratório já está sendo distribuído na Faculdade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Como a Internet tem afetado a Imprensa? Os blogs são importantes?



Não deixem de ler a coluna de hoje do Nelson Vasconcelos, em O Globo. Boa reflexão. Quer ler aqui? É só passar a mãozinha. Na tela.

8888 visitas. Quase 9.000. Obrigado, pessoal!



Que número interessante! Bem na hora em que eu abri.

PCzinho na coluna do Fernando Calazans, no Globo




Não mereço tanto! Cedo, já tinha mensagem do meu amigo Reginaldo Carrera, gente boa (apesar de flamenguista), contando a novidade.

Te cuida, Andy Warhol!

Obrigado pela força e carinho, Fernando!