terça-feira, 28 de setembro de 2010

O conteúdo do atual JB pode não ser nenhuma brastemp, mas o design das páginas é maravilhoso



Concordo com o Alfredo Herckenhoff, ex-secretário de redação do JB: "o Silvio Marinho é o maior diagramador que já existiu". Todos os dias abro o JB 100% digital para ver as páginas desenhadas pelo Silvio. Como essas três acima para o B e para o B programa. Silvio também desenha as páginas do Esporte. verdadeiras aulas de programação visual.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Capa do jornal Extra sobre Lula é plágio do Correio Braziliense


Vários amigos me ligaram ou passaram e-mail para comentar a capa do jornal Extra de hoje. Muito boa, mas  não é novidade. Em 2002, durante a Copa Coréia/Japão, o Correio Braziliense usou o mesmo recurso. A capa (muito bonita por sinal) também é colorida, mas a imagem que tirei do livro "A arte de fazer um jornal diário", do Ricardo Noblat, está em p&b. Na eleição do Obama um jornal americano também teve a mesma ideia.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Ruy Castro e o melhor da revista Senhor

Deu hoje na coluna do Ancelmo. Meus alunos na Facha Méier fizeram no primeiro semestre de 2008 um blog sobre a revista. Quer dar uma espiadinha? Clique aqui.

A Folha e a Dilma

Deu hoje na Folha.

OMBUDSMAN

SUZANA SINGER - ombudsman@uol.com.br@folha_ombudsman
O ATAQUE DOS PÁSSAROS

A manchete de domingo desencadeou uma onda anti-Folha no Twitter, que o jornal ignorou


FOLHA VEM se dedicando a revirar vida e obra de Dilma Rousseff. Foi à Bulgária conversar com parentes que nem a candidata conhece, levantou a fase brizolista da ex-ministra, suas convicções teóricas e até uma loja do tipo R$ 1,99 que ela teve com uma parente no Sul. Tudo isso faz sentido, já que Dilma pode se tornar presidente do Brasil já no primeiro escrutínio que disputa.
Mas, no domingo passado, o jornal avançou o sinal ao colocar na manchete "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma". O problema nem era a reportagem, que questionava a falta de iniciativa do Ministério de Minas e Energia para mudar uma lei que acabava por beneficiar com isenção na conta de luz quem não precisava.
Colocar uma lupa nas gestões da candidata do governo é uma excelente iniciativa, mas dar tamanho destaque a um assunto como este não se justifica jornalisticamente.
Foi iniciativa de Dilma criar a tal Tarifa Social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso. É fácil mexer com um benefício social? Não, o argumento de que faltava um cadastro de pobres que permitisse identificar apenas os que mereciam a benesse faz muito sentido. Existe alguma suspeita de desvio de verbas? Nada indica.
O lide da reportagem dava um peso indevido ao que se tinha apurado. Dizia que a propaganda eleitoral apresenta a candidata do PT como uma "eficiente gestora", mas que "um erro coloca em xeque essa imagem". Essa tem que ser uma conclusão do leitor, não do jornalista.
Uma manchete forçada como a da conta de luz, somada a todo o noticiário sobre o escândalo da Receita, desequilibrou a cobertura eleitoral. Dilma está bem à frente nas pesquisas de intenção de voto e isso é suficiente para que se dê mais atenção a ela do que a seu concorrente, mas, há dias, José Serra só aparece na Folhapara fazer "denúncias". Nada sobre seu governo recente em São Paulo. Nada sobre promessas inatingíveis, por exemplo.
Os leitores perceberam a assimetria. Durante a semana, foram 194 mensagens à ombudsman protestando contra o noticiário, mas o maior ataque ocorreu no Twitter, a rede social simbolizada por um pássaro azul, que reúne pessoas dispostas a dizerem o que pensam em 140 caracteres. Até quinta-feira passada, tinham sido postadas mais de 45 mil mensagens anti-Folha.

CRIATIVIDADE
Os internautas inventaram manchetes absurdas sobre a candidata de Lula: "Empresa de Dilma forneceu a antena para o iPhone 4", "Dilma disse para Paulo Coelho, há 20 anos: continue a escrever, rapaz, você tem talento!", "Serra lamenta: a Dilma me indicou o Xampu Esperança" e "Errar é humano. Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha".
O movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares ("trending topics") do Twitter em todo o mundo, impulsionado, em parte, pela militância política -segundo levantamento da Bites, empresa de consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, 11 mil tuítes usaram um #ondavermelha, respondendo a um chamamento da campanha do PT na rede. Até o candidato a governador Aloizio Mercadante elogiou quem engrossou o coro contra o jornal.
Mas é um erro pensar que apenas zumbis petistas incitados por lideranças botaram fogo no Twitter. O partido não chegou a esse nível de competência computacional.
Na manada anti-Folha, havia muito leitor indignado, gente que não queria perder a piada, além de velhos ressentidos com o jornal.
Não dá para desprezar essa reação e a Folha fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O "Cala Boca Galvão" durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um "trending topic". Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.
Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Lá no JB, o blog

Meus alunos da Facha Méier criaram o blog Lá no JB. Fizeram diversas entrevistas com ex-repórteres do jornal no lançamento do livro do Alfredo Herkenhoff (que entram em breve no ar). Quem quiser visitar o blog, clique aqui.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Febeapá vive*: dr Omar, o "maior escritor do mundo".

Meu camarada PV descobriu esta pérola. Veja a mensagem que me enviou:

"Ontem à noite, navegando pelo site Globoesporte, cliquei em alguma chamada que me direcionou para o site www.historiadacopadomundo.com.br.

Logo em um dos banners principais do site, o seguinte texto:

Extraído do Curso “Jogador de Futebol” de autoria do “Guines Book” maior escritor do mundo Dr.Omar, reitor da faculdade livre www.faculdadelivre.com.br autor da única coleção antidrogas do Brasil e do mundo com 16 livros, um para tipo de drogas www.colecaosaude.com.br 

O texto é estranho, afinal, o que o autor refere como Guines Book vem a ser o Guinness Book.

Mais estranho é citar "o maior escritor do mundo Dr Omar"!

O Dr Omar Silva da Costa oferece aos visitantes as "Novas Regras do Futebol", regras que ele mesmo inventou.

As regras, infelizmente, não passaram por revisão de português.

Então, saem pérolas como:

"Lateral será batida com o pé e rasteiro, se a bola subir será voltado a batidamas o outro time."

"Terá presença obrigatória na seleção os dois maiores artilheiros do último campeonato.

Além dos erros de português, as propostas são tão engraçadas que chega a parecer que é o roteiro de um programa Rock Gol, da MTV.

O tal Dr Omar escreve sobre futebol, mas é reitor da Faculdade Internacional de Cursos Livres.

E também é autor da Coleção Saúde. No site, explica-se que "A Coleção Saúde é formada por 16 livros sendo que cada aborda um tipo de droga." 

Bacana, né?

E tem mais:
No link www.historiadacopadomundo.com.br/?corpo=escritor.php, descobre-se que o tal Dr Omar também reitor de uma tal University Theology. E ele apresenta o pedido formal de reconhecimento de sua vasta obra bibliográfica (2.500 livros, segundo o próprio) como sendo suficiente para sua inclusão no Guinness. O curioso é que ele insiste em escrever Guines.

Em tempo: o Dr Omar Silva da Costa também é pastor da Assembleia de Deus em Ituiutaba e, logicamente, forma pastores no Seminário Brasileiro de Teologia www.cursodepastor.com.br

Eu já me decidi.

Dr Omar para presidente!"


* Febeapá: Festival de Besteiras que assola o país (copyright: Stanislaw Ponte Preta).

Qual será a lógica dos jornaleiros?

Chego numa banca de jornal e pergunto se tem a revista piauí. O jornaleiro responde: "Tem a Caros Amigos, serve?".

Febeapá vive*: Ruy Castro e o trim suspeito

Deu hoje na Folha. Hilário. Eu também só uso trim.

* Festival de besteiras que assola o país (copy: Stanislaw Ponte Preta). 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A montanha dos sete abutres revivida no Chile


Há dias que estava para comentar aqui no Blog a semelhança entre o caso daqueles mineiros soterrados no Chile e o filme “A Montanha dos Sete Abutres” (“The Big Carnival”, "Ace in the Hole”), dirigido por Billy Wilder e lançado em 1951. No filme, Kirk Douglas é Chuck Tatum, um repórter experiente que enfrenta uma fase decadente. E...

Quer saber mais? Alugue o filme.

Lula lamenta o fim do JB

Maldade!

A importância de blogs e sites na divulgação de furos jornalísticos

Deu hoje no Globo.

Deu "Lá no JB"

E por falar nisso: meus alunos da Facha Méier estão preparando o blog "Lá no JB". Deve entrar no ar semana que vem.

LG e o JB

Mestre Luiz Garcia escreveu hoje no Globo sobre o JB. Para ler é só passar a mãozinha.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A pressa passa e a barriga fica

Pesquei no blog Deslizes, do meu amigo matogrossense Marco Antônio. Pra quem não gosta de futebol é bom saber que o Palmeiras empatou o jogo na prorrogação, aos 48 minutos.

É cada figura que aparece!

Meu aluno Bruno Braga jura que ouviu de um amigo:
"Pô, se acabarem com o jornal impresso, onde é que meu cachorro vai fazer xixi?".
Pior: o cara ainda faz Comunicação.

Jornalistas & Cia publica nota sobre o Violada no Auditório

Deu no J & Cia.

E se der certo a experiência do JB?

Deu no Jornalistas & Cia. Para ler é só passar a mãozinha.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Jornal flexível vem aí


Caramba! Pesquei lá no site do Globo (blog Feira moderna). Tem uma cena do filme que mostra as pessoas lendo o flexível (alto). Modernidade é isso aí.

Nem todo mundo acha que o JB morreu

Acabo de receber do amigo e ex-aluno Leandro Mazzini, editor da coluna "Informe JB".


Virando a página

A mídia que divulgou o fim da última edição impressa do Jornal do Brasil dá um tom de que o jornalismo morreu com o impresso. Não foi. Há apenas uma migração. Agora estreia o JB Digital, com matérias exclusivas e convergência de mídia.

Na primeira edição, desta quarta, 1º de setembro de 2010, por exemplo, vocês encontram várias reportagens de todas as editorias, e ainda a novidade - uma entrevista em vídeo com o presidente do TSE. Ainda teremos a TV JB e podcasts diários na própria edição, agregando valor à notícia.

Há muito romantismo em torno do jornal papel. Isso é bom. Mas até nisso há um exagero. A imprensa toda passa por uma mudança drástica, e o JB é apenas um exemplo disso. O Le Monde quase faliu em junho - teve de ter um aporte de 10 milhões de euros emergenciais para não ir ao Tribunal de Falências, e vendeu metade de suas ações para um grupo. O NYT foi salvo pelo mexicano Carlos Slim com aporte de US$ 1 bilhão há dois anos. Hoje os jornais do Brasil estão incentivando gradativamente a assinatura digital porque o custo do envio de exemplares para leitores em algumas capitais é maior que o ganho com a assinatura. 

O online/digital será caminho natural de todos os impressos, pela exigência do próprio leitor que segue as tendências. A migração será inevitável, até pelo fator ambiental. Derrubar árvore hoje não é negócio para nenhuma empresa - estão aí todos os dias as campanhas das próprias por compromisso ambiental.

É difícil mudar uma cultura de séculos de leitura de jornal, mas não impossível diante das tendências que norteiam já os rumos dos veículos de comunicação - a convergência de mídias online. É questão de tempo. Se houver uma pesquisa, poderemos descobrir que a massa das crianças e adolescentes de hoje em todo o planeta já trocou a leitura de jornal pelo noticiário na internet - que não deixa de ser tão bom quanto o impresso, e, em muitos casos, até mais analítico e rico em informações, outra vantagem do mundo virtual.

São essas crianças e adolescentes de hoje que em pouco tempo serão os leitores e anunciantes dos veículos de comunicação. E  eles já rascunham em seus cotidianos o que vislumbram sobre comunicação para daqui a poucos anos. A tela - seja ela do micro, do laptop, do ipad, do kindle e similares, do celular. Em lugar do papel.

Haverá uma hora em que , quem sabe, ainda lamentaremos lá na frente o fim da... internet. Ultrapassada por alguma extraordinária invenção humana alimentada pela tecnologia que nos engole. E o saudosismo não será diferente como o de hoje, dos que lamentam o fim de uma edição impressa.

Isso é inerente ao homem. O romantismo. E essencial. Mas existe uma inexorável verdade em nossa rotina. O mundo muda a cada momento, em tudo. Seja você um romântico ou não, deverá se adaptar para sobreviver. 

A morte do JB no Globo. Quem foi que disse que a dor da gente não sai no jornal?

O Globo de hoje publica duas páginas e artigo da Míriam Leitão sobre a "morte do JB". Triste. Muito triste. Para ler vá no site do Globo ou compre o jornal na banca.